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Notícias/GERAL19/10/2026· Local

Interdição da ponte sobre o Rio Guaporé provoca filas de caminhões e transtornos em Vila Bela

Vídeo gravado na noite de domingo (18) mostra a indignação de um morador com a situação. Caminhoneiros enfrentam filas, falta de local adequado para espera e interrupção da travessia por balsa aos domingos.

A interdição total da Ponte Milton Guilherme, sobre o Rio Guaporé, na BR-174B, tem provocado transtornos para caminhoneiros e transportadores em Vila Bela da Santíssima Trindade, no oeste de Mato Grosso. Com a proibição do tráfego pela estrutura, veículos pesados carregados precisam aguardar a travessia por balsa, formando filas e permanecendo parados sem um local apropriado para estacionamento e espera.

A situação gerou indignação entre moradores. Na noite deste domingo, 18 de outubro, um morador gravou um vídeo para demonstrar sua insatisfação com as condições enfrentadas por quem depende da travessia. O registro chama a atenção para os transtornos provocados pela interdição e para a situação dos caminhoneiros que ficam à espera de uma alternativa para seguir viagem.

O problema é agravado pelo horário de funcionamento da balsa, que realiza a travessia de veículos com peso superior a 30 toneladas das 7h às 18h, de segunda-feira a sábado. Aos domingos, o serviço não funciona, o que pode deixar caminhões carregados aguardando até a retomada das operações.

Sem uma área específica para acomodar os veículos, os motoristas enfrentam dificuldades para organizar a espera. Além dos atrasos nas viagens e nas entregas, a situação levanta preocupações sobre a segurança e a organização do tráfego nas proximidades da travessia.

Interdição por tempo indeterminado

A proibição total da circulação de veículos de passageiros e de cargas pela Ponte Milton Guilherme foi determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio da Portaria nº 5.171, assinada em 15 de outubro de 2026.

A estrutura está localizada no quilômetro 80,30 da BR-174B. Segundo o órgão federal, a medida foi adotada devido a problemas estruturais, incluindo o recalque diferencial em dois pórticos, associado à insuficiente capacidade geotécnica do solo. O intenso tráfego de veículos pesados também contribui para agravar a situação.

Outro fator apontado é a elevação do nível do Rio Guaporé durante o período chuvoso, que dificulta a execução das intervenções necessárias para recuperar a estrutura. A portaria não estabelece prazo para a liberação da ponte.

Travessia depende do peso do veículo

Com a interdição, o DNIT estabeleceu alternativas para a passagem pelo Rio Guaporé. Veículos com peso inferior a 30 toneladas devem utilizar a ponte de madeira. Já os veículos com peso superior a 30 toneladas precisam utilizar o serviço de balsa, dentro do horário de funcionamento.

Na prática, a restrição exige planejamento dos caminhoneiros, principalmente daqueles que transportam cargas e precisam cumprir prazos de entrega. Quem chega após as 18h ou durante o domingo pode ter de aguardar até a retomada do serviço, conforme as condições da operação.

A falta de um espaço apropriado para estacionamento e organização da fila aumenta os transtornos. A disponibilização de uma área específica para os caminhões poderia ajudar a ordenar o fluxo de veículos e oferecer melhores condições de espera aos motoristas.

Moradores cobram soluções diante dos transtornos

O vídeo gravado no domingo reforça a preocupação com os efeitos da interdição sobre a rotina de quem utiliza a rodovia. Enquanto a ponte permanecer fechada, caminhoneiros, transportadores e moradores terão de conviver com as limitações impostas pelas alternativas de travessia.

Diante desse cenário, a situação exige atenção dos órgãos responsáveis, especialmente quanto à organização das filas, à disponibilidade de um local adequado para os caminhões aguardarem e à divulgação de informações claras sobre o funcionamento da balsa.

A recuperação da Ponte Milton Guilherme é fundamental para restabelecer a circulação normal na região. Até que isso aconteça, o desafio é reduzir os impactos da interdição e garantir condições mais seguras e organizadas para quem precisa atravessar o Rio Guaporé.

Assista o vídeo: