
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, afirmou em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan News, que a participação do partido no quarto governo de Lula vai depender principalmente da condução da política econômica. Ele disse que já existe uma expectativa ruim em relação ao equilíbrio fiscal e que as primeiras escolhas do presidente para a equipe econômica serão determinantes para definir a relação entre o PSD e o Palácio do Planalto.
Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério, Kassab negou qualquer convite e classificou as especulações como especulação mesmo, sem base real. "Seria até uma arrogância", disse ele, ao comentar que colocar condições para um convite que não existiu não faria sentido.
O dirigente defendeu que Lula amplie o diálogo com as forças de centro, o que, na avaliação dele, daria ao presidente uma base parlamentar mais ampla e mais tranquilidade para governar. Kassab também avaliou que Lula poderia preservar sua agenda social e, ao mesmo tempo, adotar medidas para recuperar a confiança dos investidores, sem depender de aumento de impostos.
Segundo a Jovem Pan, PSD, MDB e União Brasil estão à frente nas negociações para conquistar ou manter ministérios no novo governo, que começa em janeiro de 2027. O PSD terá 43 deputados federais e 5 senadores. O PL, de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada, com 121 deputados e 28 senadores.
Kassab também avaliou que o PT saiu fortalecido das eleições. Lula foi reeleito em 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de cerca de 4,43 milhões de votos.
Fonte: Jovem Pan




